4 canções brasileiras que foram sampleadas por artistas internacionais

É muito comum no mundo da música atual, encontrar canções que contenham em sua produção, os samples, que são aqueles trechos de outra música utilizadas para a composição de uma nova. Esse recurso foi largamente utilizado por artistas de hip-hop, principalmente na década de 70, quando iniciou-se o movimento, e até hoje levanta polêmica. Alguns acreditam ser apenas uma homenagem, enquanto outros consideram ser plágio, levando muitas vezes o assunto para os tribunais. Pensando nisso, o MB preparou uma lista com canções brasileiras que foram referenciadas por artistas internacionais e a história por trás da utilização desses samples.

 

1. Injeção – Deize Tigrona

A rapper M.I.A., sempre teve um grande interesse pelo Brasil, principalmente pelo funk carioca. Em 2004, a britânica lançou sua canção Bucky Done Gun, que contava com samples de Injeção, sucesso de 2003 da funkeira Deize Tigrona. Apesar de não receber nada pelo uso do sample, Deize passou a se apresentar por vários lugares, inclusive em cidades europeias.

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2. Desafinado – Tom Jobim

O músico americano Beck, utilizou na faixa Readymade, o instrumental de Laurindo Almeida, lançado em 1963 da canção escrita por Tom Jobim e Newton Medonça. A faixa fez parte do álbum Odelay, lançado em 1996, que ganhou dois Grammy Award e vendeu mais de 2 milhões de cópias.

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3. Seville – Luiz Bonfá

Grande sucesso de 2012, a canção Somebody That I Used to Know do cantor Gotye em parceria com Kimbra, usou um trecho da música Seville, lançada em 1967 pelo brasileiro Luiz Bonfá, morto em 2001. Depois de um acordo, o cantor australiano, concordou em colocar o nome do jazzista como coautor e ainda repassar 45% dos royalties para a família de Bonfá.

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4. Pontos de Luz – Gal Costa

O DJ Kaytranada, utilizou em uma das suas músicas, trechos da canção interpretada por Gal e escrita por Jards Macalé e Waly Salomão presente no álbum Índia, de 1973A canção Lite Spots, (nome em inglês para Pontos de Luz), faz parte do seu disco de estreia intitulado 99,9%.

Em toda a música

 

Bônus: Arthur Verocai, o brasileiro mais sampleado por artistas internacionais

Poucos conhecem Arthur Verocai, mas provavelmente já ouviram pelo menos uma de suas canções, ou parte delas. Um dos nomes da música brasileira nos anos 1970, o músico passou muito tempo longe da música até ser redescoberto por artistas de hip-hop através do álbum homônimo. No whosampled.com, site que identifica os samples de canções, o músico tem 44 citações. Veja abaixo algumas delas.

Na Boca do Sol

Sampleada por:

Dedicada a Ela

Sampleada por:

 

 

 

 

 

 

11 discos lançados em agosto que você deveria ouvir

1. Abud – Vida Noturna

a3318252309_10.jpgTerceiro trabalho do produtor Walter Abud a sair pelo selo Beatwise Recordings, Vida Nocturna traz beats e synths inspirados em canções dos anos 1980, sons muito presentes em seus sets como DJ. Com um estética retrowave, o disco nos transporta para uma viagem noturna em um carro sintonizado na Alpha FM. Segundo Abud, as cidades que o inspirou na construção do disco foram São Paulo e Buenos Aires, cidades em que divide seu tempo.  O projeto gráfico, ajuda na construção da atmosfera do disco e foi produzido por Naño Ramirez e Carlitos Wake.

Melhor Faixa: Caça Fantasmas
Pra Quem Gosta De: Eletrônica, Synthwave 

 

2. Apanhador Só – Meio Que Tudo é Um

0aa4339c20d0851d9d6c4059d8063ada.960x960x1.jpgA junção do experimentalismo com a música popular brasileira é o ponto central do terceiro disco da banda. Em Meio Que Tudo É Um, o ritmo despretensioso segue o tom melódico que é afirmado novamente nas composições do grupo gaúcho. Com contraposições e excessos propositais, o novo trabalho soa mais indigesto que o antecessor Antes Que Tu Conte Outra, lançado em 2013. O disco foi gravado de forma independente através de um financiamento coletivo e contou com a produção da própria banda em parceria com Diego Poloni. 

Melhor Faixa: O Creme e o Crime
Pra Quem Gosta De: Rock, Experimental

 

3. Bonifrate – Lady Remédios

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O registro curto com um pouco mais de 17 minutos, do ex-Supercordas, Pedro Bonifrate, apresenta um disco conceitual onde as 5 faixas que o compõe, trazem diferentes perspectivas sobre a cidade onde o músico cresceu e voltou a morar, a vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty no Rio de Janeiro. Em Lady Remédio, Bonifrate, mescla ritmos folclóricos com elementos da música contemporânea, resultando em um folk psicodélico. As composições, muitas vezes melancólicas, afirma a atmosfera a proposta no registro.

Melhor Faixa: Lei de Remédios
Pra Quem Gosta De: Folk, Psicodelia

 

4. Chico Buarque – Caravanas

e094df42-4136-4338-be17-5cd15868b604_chicobuarquecaravanascapaalbumSete das nove faixas que compõe o vigésimo terceiro disco intitulado Caravanas do cantor Chico Buarque são inéditas (as outras duas foram escritas pelo músico, mas gravadas por outros artistas), e abordam diversos temas como racismo, lesbianidade e até sobre Havana, capital de Cuba. Com a participação de Rafael Mike (Dream Team do Passinho), Chico Buarque traz um frescor para sua obra, mostrando que pode se reinventar, apesar de trazer a sua visão lírica e poética de sempre, para as novas canções. Além de Mike, Clara Buarque e Chico Brown fazem parte do disco.

Melhor Faixa: Blues Para Bia
Pra Quem Gosta De: MPB

 

5. Far From Alaska – Unlikely

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O tão aguardado segundo disco da banda Far From Alaska, se mostra mais despretensioso do que seu antecessor modeHuman, lançado em 2014. A ideia era criar canções que fossem fáceis de cantar em shows. Além disso, todas as faixas levam no título o nome de um animal, conceito afirmado no projeto gráfico. Com 12 faixas, Unlikely foi gravado em Ashland nos Estados Unidos, graças a um financiamento coletivo e contou com a produção de Sylvia Massy, que já produziu grandes bandas como System Of A Down, Johnny Cash Red Hot Chilli Peppers.

Melhor Faixa: Elephant
Pra Quem Gosta De: Rock

 

6. Guilherme Arantes – Flores & Cores

500x500bb31.jpgAproveitando o embalo do aclamado Condição Humana, lançado em 2013, Guilherme Arantes apresenta seu vigésimo sétimo álbum (vigésimo primeiro de inéditas), intitulado Flores & Cores. Com capa ilustrada por Gil Tokio e projeto gráfico de Ana Turra, no novo trabalho com doze faixas autorais, é apresentado canções sobre amor, com sonoridades ensolaradas e alegres, trazendo uma pegada do pop brasileiro flertando também com o rock progressivo e a música romântica, conceito que o próprio músico produzia nos anos 1980.

Melhor Faixa: A Simplicidade é Feliz
Pra Quem Gosta De: MPB, Pop Rock

 

7. Mari Romano – Romance Modelo

img-1045391-mari-romano.jpgRomance Modelo, é o primeiro álbum de Mari Romano, que apesar de ser estreante na carreira solo, tem grande participação na cena independente carioca. Mari é artista plástica e integrante do supergrupo feminista Xanaxou (projeto que conta também com Bel Baroni) e do Mãeana, além de ter produzido outros artistas. O disco tem fortes influências da música brasileira setentista, flertando também com diversos gêneros musicais, como o samba e ritmos latinos. Além disso, o trabalho lançado pelo selo RISCO, apresenta composições um tanto lúdicas em alguns momentos.

Melhor Faixa: Suquinho de Suor
Pra Quem Gosta De: Pop Rock

 

8. Os Paralamas do Sucesso – Sinais do Sim

GRJWAmT02KwBNw7JQTeA_capa-OS-PARALAMAS-DO-SUCESSO.jpgOito anos, é o tempo que separa o último disco de inéditas da banda Os Paralamas do Sucesso, do novo disco intitulado Sinais do Sim. Produzido por Mário Caldato Jr. (Marisa Monte, Nação Zumbi, Beck e Bestie Boys), o disco é provavelmente um dos trabalhos mais roqueiros da discografia do grupo. Além de canções românticas, o álbum retrata em suas 11 faixas questões políticas e a situação atual do país, tema delicado, mas abordado com muito otimismo. Apesar da obra não ser inovadora, o disco se sai bem mantendo-se fiel a sonoridade característica da banda.

Melhor Faixa: Medo do Medo
Pra Quem Gosta De: Pop Rock, Rock

 

9. Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

paulomiklosagora.jpgO terceiro disco solo do músico Paulo Miklos intitulado A Gente Mora no Agora, traz mensagens otimistas para os momentos difíceis. Com 13 faixas o trabalho do ex-Titãs, foi produzido por Mário Caldato Jr. e conta também com participações de artistas veteranos e alguns novatos nas composições como Emicida, Céu, Silva, Mallu Magalhães,  Guilherme Arantes, Erasmo Carlos e Nando Reis. O disco mostra um novo caminho para a música de Miklos, que retrata em suas canções diversos temas de forma leve e totalmente honesta.

Melhor Faixa: Vou Te Encontrar
Pra Quem Gosta De: Pop Rock, MPB

 

10. Pavilhão 9 – Antes Durante Depois

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Pavilhão 9 está de volta com o álbum Antes Durante Depois, depois de 11 anos em hiato. Com o projeto gráfico assinado por Leandro Dexter, o novo álbum conta com 10 faixas e aborda a realidade das periferias, da situação política atual do Brasil e até sobre a crise imigratória. No sétimo disco, a banda mantém a sonoridade que se define na fusão do hardcore com o hip-hop, conceito que a fez conhecida na década de 90 e que inspirou diversas bandas nacionais. Com faixas curtas, o álbum tem quase 30 minutos de duração, fazendo com que a mensagem discorra facilmente.

Melhor Faixa: Tudo Por Dinheiro
Pra Quem Gosta De: Hardcore, Hip-Hop

 

11. Tribalistas – Tribalistas 

58510-CAPA_TRIBA_APROVADA_20ok.jpgDepois de 15 anos da estreia do projeto, o grupo formado por três grandes nomes da música popular brasileira, Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown está de volta. O novo registro com 10 faixas dos Tribalistas, soa como uma continuação do primeiro e homônimo disco, lançado em 2002. O álbum não traz nada inovador, apesar das poucas mudanças na abordagem, principalmente nas composições, que se tornaram mais densas e políticas. Contudo, o álbum é perfeito para quem esperou por tanto tempo um novo trabalho do trio.

Melhor Faixa: Aliança
Pra Quem Gosta De: MPB

Lançamentos da Semana: Pitty, Elza Soares, Rashid, e muito mais!

O MB selecionou as melhores músicas nacionais que foram lançadas no período de 29/07 a 04/08.

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6 discos lançados em julho de 2017 que você deveria ouvir

Mais um mês chega ao fim. Já passamos da metade do ano de 2017 e como sempre fazemos, apresentamos uma lista com os lançamentos mais interessante na música brasileira em julho e que você deveria ouvir. A lista deste mês, aborda diversos gêneros e algumas estreias. Você encontra todos os artistas da lista, em nossa playlist no Spotify. Confira e ouça!

 

1. Mawu – Chamamento

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Mawu, projeto liderado pelo músico Eduardo Camargo em parceria com Guilherme Giraldi, Charles Tixier, Maurício Orsolini e Igor Caracas, lança pelo selo RISCO, o disco de estreia intitulado Chamamento. Com 11 faixas, o disco explora os ritmos brasileiros com raízes africanas, o samba, passeando também pelo experimentalismo. Além disso, a guitarra é um elemento marcante no trabalho. Gravado em 3 semanas, Chamamento é um registro versátil, contemporâneo e um dos melhores lançamentos do ano.
Avaliação: MB (Muito Bom)

 

2. Juliana Sinimbú – Sobre Amor e Outras Viagens

juliana-amor-e-viagensA cantora paraense Juliana Sinimbú, lança o segundo álbum da carreira intitulado Sobre Amor e Outras Viagens. O disco totalmente autoral conta com 10 faixas que foram gravadas e masterizadas em casa. Produzido pela cantora em parceria com Arthur Kunz, o disco apresenta em suas composições, o amor como tema central, acompanhadas de um pop fresco. Enquanto o antecessor UNA, apresentava uma sonoridade de caráter regional, o novo trabalho se mostra completo.
Avaliação: B (Bom)

 

3. Letrux – Letrux em Noite de Climão

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Após quase 10 anos com o Letuce, a atriz, cantora e escritora Letícia Novaes, lança o primeiro disco solo intitulado Letrux em Noite de Climão, distribuído pela Joia Moderna. O álbum produzido pela cantora em parceria de Natália Carrera e Arthur Braganti, apresenta uma estética diferente dos álbuns lançados pelo Letuce. A  carioca traz uma sonoridade dançante e noturna, carregada de guitarras e sintetizadores e de composições que são entoadas de modo teatral.
Avaliação: B (Bom)

 

4. Matheus Fleming – O Estado das Coisas

o-estado-das-coisas.jpgO Estado das Coisas é o álbum de estreia do ex-integrante da banda Camêra, Matheus Fleming. O disco surgiu de modo totalmente autoral: foi composto, gravado, mixado e masterizado por Matheus. Além disso, o músico assina também a arte da capa. O disco com 8 faixas, lançado através do selo independente Quente, traz uma sonoridade desacelerada e despretensiosa, mostrando também um contraponto ao título, que remete a uma atualidade conectada.
Avaliação: B (Bom)

 

5. Johnny Hooker – Coração

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O cantor recifense Johnny Hooker, lança o segundo disco intitulado Coração. O trabalho sucede o aclamado Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, lançado em 2015. Com 11 faixas, o álbum produzido por Léo D., conta com as participações especiais de Liniker e Gaby Amarantos. Além disso, o design da capa é assinada por Filipe Catto, com arte de Alma Negrot. O disco em sua essência traz o renascimento do cantor depois do sofrimento retratado no álbum anterior
Avaliação: B (Bom)

 

6. Otto – Ottomatopeia

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O cantor e compositor pernambucano Otto, lança o álbum intitulado Ottomatopeia, depois de cinco anos de hiato. O sucessor de The Moon 1111 contou com a produção de Pupillo (Nação Zumbi) e com participações especiais de  Céu, Roberta Miranda, Zé Renato e Andreas Kisser. Em um álbum com sonoridade mais solar, o cantor traz em suas composições, o amor como tema central, entoadas de forma original e visceral.
Avaliação:
B (Bom)

10 canções que você não sabia que eram covers

Muitas vezes, artistas e grupos regravam canções para homenagear intérpretes e/ou compositores. Porém muitos desses covers acabam fazendo mais sucesso que suas versões originais. Pensando nisso, o MB preparou uma lista com canções que você provavelmente não sabia que eram versões.

1. Por Enquanto

A canção foi popularmente conhecida na voz de Cássia Eller, porém a música foi composta e originalmente interpretada por Renato Russo. A faixa está presenta no debut álbum da banda Legião Urbana lançado em 1985.


2. Amor, Meu Grande Amor

Música composta por Angela RoRo e Ana Terra, se tornou popular na voz de Frejat ao comando da banda Barão Vermelho. A versão está presente no disco intitulado Álbum de 1996. A canção originalmente interpretada por RoRo, foi lançada em 1976 no álbum homônimo da cantora.


3. Como Nossos Pais

Elis Regina popularizou umas das canções mais marcantes da música popular brasileira. Além disso, é a gravação mais ouvida da intérprete. Escrita por Belchior, foi lançada originalmente em 1976, no álbum do cantor, intitulado Alucinação. Elis regravou a faixa no mesmo ano e está presente no disco Falso Brilhante.


4. Devolva-Me

A canção foi regravada por Adriana Calcanhoto em 2000 e teve seu destaque por integrar a trilha sonora da novela Laços de Família. A música foi lançada originalmente em 1966 por Leno & Lilian, época da Jovem Guarda.


5. Você Não Me Ensinou a te Esquecer

Canção composta e interpretada por Fernando Mendes, foi gravada em 1979 para integrar seu disco de compilação intitulado Sucesso. A faixa é umas das mais regravadas da música brasileira, tendo como intérpretes Caetano Veloso, Bruno & Marrone e Gilmelândia.


6. Vamos Fugir

A canção foi originalmente gravada por Gilberto Gil para o disco Raça Humana, de 1984. Após 20 anos, a canção voltaria a fazer sucesso nas paradas com a versão do grupo mineiro Skank. O cover faz parte do disco Radiola, lançado em 2004.


7. Eva

Música de autoria do cantor italiano Umberto Tozzi, foi lançada em 1982 no álbum homônimo do cantor. Desembarcou no Brasil com a versão da banda Rádio Táxi em 1983. Alguns anos depois, em 1993, o grupo de axé Banda Eva, comandada por Ivete Sangalo, regravou a canção.


8. Primeiros Erros

Primeiros Erros ficou conhecida em 2000, quando a banda Capital Inicial, gravou a canção. A música foi originalmente composta e interpretada por Kiko Zambianchi em 1985 e faz parte do debut álbum do cantor intitulado Choque.


9. Encontros e Despedidas

Canção foi composta e originalmente interpretada por Milton Nascimento em 1985, e ficou conhecida por muitos, na voz de Maria Rita, que regravou a canção em 2003. O sucesso da versão também foi graças a abertura da novela Senhora do Destino.


10. Maracatu Atômico

Composta por Nélson Jacobina e Jorge Mautner em 1974, Maracatu Atômico, foi regravado por Chico Science & Nação Zumbi, grandes nomes do manguebeat, para o álbum Afrociberdelia, de 1996.

12 álbuns lançados em março de 2017 que você deveria ouvir

1. Bel – Quando Brinca

bel-quando-brincaQuando Brinca é o álbum de estreia da cantora e compositora Bel Baroni. Foi produzido pela própria intérprete em parceria de Gui Marques. Além disso, o registro conta com as participações especiais de Laura Lavieri, Qinho, Larissa Conforto, Mari Romano e Rafaela Prestes. Com composições e arranjos minimalistas, o disco tem como objetivo de retratar e evidenciar a mulher contemporânea. Em Quando Brinca, a cantora, flerta com a música eletrônica ao usar beats e sytnhs, tornando o disco, uma ótima obra da música brasileira contemporânea. 
Avaliação: B (Bom)

 

2. Camarones Orquestra Guitarrística – Feeexta

a0698266555_10O quarteto instrumental potiguar Camarones Orquestra Guitarrística, formado por Ana Morena (Baixo), Anderson Foca (Guittara e Synths), Yves Fernandes (Bateria) e Alexandre Capilé (Guitarra), lançou no mês de março, o disco intitulado Feeexta. Como o próprio título sugere, o registro comemora os dez anos de carreira da banda que se tornou uma das mais sólidas na cena da música independente brasileira. Com os arranjos de guitarra, a banda imerge no surf rock, em um sonoridade que remete a bandas como B-52’s. 
Avaliação: B (Bom)

 

3. Minimalista – Banzo

banzoSegundo disco do Minimalista, projeto solo de Thales Silva da banda A Fase Rosa, conta com a produção do próprio cantor em parceira com Leonardo Marques (Transmissor) e Victor Magalhães e participações especiais de Teago Oliveira (Maglore) e Gui Amabis. Ao contrário do trabalho antecessor, o novo disco com 10 faixas autorais, o Thales traz em suas composições um tom mais intimista, acompanhadas por ritmos diversos da música popular brasileira como a bossa nova, o baião e o samba, mesclando com elementos contemporâneos como o pop e o indie rock.
Avaliação: B (Bom)

4. Congo Congo – Congo Congo

congo-congoBanda formada por Victor Magalhães, Gustavo Cunha (Iconili), André Travassos (Câmera, Invisível, M O O N S), Yannick Falisse (Teach Me Tiger), Leonardo Marques e Pedro Hamdan (Transmissor), músicos conhecidos da cena independente de Belo Horizonte, lançou este mês o primeiro e homônimo álbum, através do selo Le Femme Qui Roule. Com 8 faixas autorais e em inglês, o disco foi gravado ao vivo no Estúdio Ilha do Corvo e traz em sua sonoridade experimentações e leituras da música psicodélica com uma atmosfera contemporânea.
Avaliação: B (Bom)

 

5. Djonga – Heresia

3dd6d0778de4353c88e1ed12eb5f0557.960x960x1Um dos nomes mais interessantes do rap brasileiro atual, Djonga lança seu primeiro álbum neste mês. O rapper de Belo-Horizonte começou sua carreira fazendo funk e participou também do projeto Poetas no Topo, com MCs de vários estados, como BK, Makalister, Menestrel e Sant. Com participações especiais de Yodabrenno, BK FBC e produção de DK Cost, DJ Murillo, CoyoteBeatz, El Lif Beatz, Pizzol e SlimBeatz, Heresia é irreverente e realista, e a forma original que o rapper canta seus versos, torna o trabalho ainda mais visceral.
Avaliação: MB (Muito Bom)

 

6. Arthur Melo – Agosto


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é o primeiro álbum do cantor Arthur Melo. O registro com 6 faixas, tem composições e arranjos assinados pelo próprio cantor e produção de Leonardo Marques. Distribuído pelo selo La Femme Qui Roule, o disco é minimalista e intimista. Com base no violão, o que remete ao folk e um certo tom de psicodelia, o disco tem fortes influências da música popular brasileira o que o torna um trabalho impecável de estreia. O cantor mineiro, aos 18 anos, parece seguir um bom caminho para uma carreira promissora na música independente brasileira.
Avaliação: B (Bom)

 

7. Marcelle – Equivocada

a1651673146_10-1024x1024A cantora sergipana apresenta este mês, o seu segundo disco, Equivocada. O trabalho teve produção, arranjos, teclados e guitarras de Dustan Gallas, em parceria com Samuel Fraga (bateria) e Zé Nigro (baixo). O disco se distancia do conceito do seu antecessor One Oh 1, onde se apresentou canções inéditas, e em inglês, de compositores nordestinos como como o piauiense Odorico Leal e os cearenses Igor Di Cavalcanti e Regis Damasceno. No novo trabalho, Marcelle assina a composição das 10 faixas cantadas em português,, o que torna o trabalho mais intimista.
Avaliação: B (Bom)

 

8. Pessoas Que Eu Conheço – Uma Carta de Amor Para Sega II EP

a4109668004_10-1024x1024Pessoas Que Eu Conheço, um projeto de Lucas de Paiva, produtor que já trabalhou com SILVA e Mahmundi, lançou este mês seu segundo trabalho, intitulado Uma Carta de Amor Para Sega Vol. 2, pelo selo 40%Foda/Maneiríssimo. O EP com 5 faixas, traz em seu título uma homenagem ao saudoso console de jogos da SEGA. Em cada faixa é possível observar a essência da eletrônica experimental e elementos da vaporwave, o que faz com que a sonoridade, crie um sentimento de nostalgia por quem já teve algum tipo de contato com videogames na infância.
Avaliação: B (Bom)

 

 

9. Alternadores – Wanderlust EP

33422081292_d42fbbc575_bO trio paraibano de rock eletrônico, Alternadores, formado por  Carlos Eduardo Batista (Bidu), Igor Gadelha (Pepeu Guzman) e Gustavo Pozzobon lançou este mês o terceiro EP intitulado Wanderlust. O novo trabalho sucede os EPs Beta (2014) e Malverde (2015), formando uma trilogia e é produzido inteiramente pelos integrantes do grupo. Com uma sonoridade instável e ruídos eletrônicos propositalmente desconexos, o trio traz uma sonoridade psicodélica e em certos momentos nostálgica.

Avaliação: B (Bom)

 

10. Sentidor – Am_Par_Sis

sentidor-capa-amparsisSentidor é um projeto do produtor mineiro João Carvalho, que lança este mês, o álbum Am_Par_Sis. O título do disco é um anagrama do álbum Passarim, de Tom Jobim, lançado em 1987. O álbum clássico serviu como material de base do produtor para a realização do novo trabalho, usando partes instrumentais, os vocais, e samples inseridos em elementos da música ambiental e em sonoridades que remetem a bossa nova e o funk carioca. Segundo o próprio produtor, Am_Par_Sis é uma provocação política,  utilizando o legado de Jobim para criar uma visão hipnótica de um Rio pós-guerra.
Avaliação: B (Bom)

 

11. Érica – Beautiful

id1212434880A cantora e compositora Érica Alves, ou somente Érica, é um dos nomes mais promissores da nova geração da música eletrônica do Brasil. Integrante do grupo The Drone Lovers, já tocou em grandes festivais como Tomorrowland Brasil e TribalTech e lança este mês o álbum solo de estreia intitulado Beautiful. Com 8 faixas, produzidas e compostas por Érica, o trabalho distribuido pelo selo independente Baphyphyna Records traz uma sonoridade que mescla o experimentalismo com o pop.
Avaliação: B (Bom)

 

12. Bola – Saudade

bola-saudadeBola é um projeto solo idealizado por Rafael Costa, vocalista e compositor da banda Zimbra. Em um registro mais intimista e intrapessoal, o álbum produzido por Rafael em parceria com Bruno Pelloni as canções são totalmente minimalistas usando apenas voz e violão e em algumas canções a guitarra, colocando em evidências as composições mínimas e sinceras.
Avaliação: B (Bom)

 

 

5 Cantoras que Mostram o Poder da Mulher

Com letras que falam sobre representatividade e emponderamento feminino, as cantoras brasileiras vem dominando e revolucionando os padrões quando se diz respeito a mulherada. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, preparamos uma lista com seis cantoras brasileiras, que fazem a diferença na música com atitude e originalidade. De MC Carol até a consagrada Elza Soares, o Brasil vem apresentando cada dia mais cantoras feministas que levantam, sem medo do enfrentamento, a bandeira do emponderamento feminino.

1. MC Carol

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Diretamente dos bailes funks do Rio de Janeiro, Mc Carol traz em suas músicas, os problemas sociais que remetem a realidade da vida nas favelas cariocas e com sinceridade e autenticidade, fala sobre empoderamento feminino com letras fortes e verdadeiras. Com canções como 100% Feminista e Meu Namorado É Maior Otário, ela conquistou seu espaço na música sem medo de qualquer tipo represália.

2. Karol Conka

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Negra, mulher e tombadora. Karol Conka vem sendo considerada uma das maiores referências femininas na cena do rap contemporâneo brasileiro. Traz em seu repertório músicas sobre preconceito racial, desigualdade de gêneros e feminismo. Através de musicas como Tombei e É o Poder, dominou o rap com muita garra e representatividade.

3. Rita Lee

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Não é só a nova geração da MPB que levanta a bandeira do feminismo. Rita Lee é uma prova viva de que a luta pela igualdade de gêneros vem sendo travada a muito tempo. Filha do eterno Tropicalismo, ela traz consigo diversas canções que empoderam as mulheres a fugirem dos padrões. Com letras como Pagu e Elvira Pagã, versátil que é, vai do rock’n roll até a bossa nova.

4. Pitty

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O rock nacional não morreu. Tanto não morreu que hoje ele é muito bem representado através da voz da cantora baiana, Pitty. Dona de uma voz inconfundível, a cantora usa os acordes de guitarra acompanhado de letras diretas, para muitas vezes falar sobre empoderamento feminino. A letra de Desconstruindo Amélia, por exemplo, traz a tona a desconstrução dos esteriótipos de o que é ser mulher.

5. Elza Soares

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E é claro que não poderia faltar a diva. Digna de muita reverência e aplausos, Elza Soares, considerada a Cantora do Milênio, carrega nas marcas do corpo a história da mulher que teve uma vida sofrida, estigmatizada e com muitas dificuldades. Desde a juventude perdida até a violência física, Elza trouxe em seu último álbum A Mulher do Fim do Mundo (2015), um grito contra a violência a mulher com a canção Maria da Vila Matilde.

O dia 8 de março nos faz lembrar o poder que a mulher tem de superar desafios, e com força vencer preconceitos ao longo de sua jornada ao sucesso. O MB preparou uma playlist com muitas intérpretes que falam de empoderamento.

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